Infante D. Henrique
(1394-1460)
Navegador
«Filho do rei D. João I e de D. Filipa de Lencastre, o infante D. Henrique nasceu na cidade do Porto em 1394. Ficou conhecido por o Navegador, mas foi-o de terra firme.
O seu epíteto advém da forma como protegeu e instigou as primeiras viagens expansionistas, ficando para sempre ligado a este glorioso período da História de Portugal (…). A sua obra já era então conhecida na Europa, como atesta uma carta escrita pelo sábio italiano Poggio Bracciolini ao Infante em 1448-1449.
(…) D. Henrique era um homem muito poderoso, como o atesta o título de Infante, que usava em detrimento de Duque (…) recebeu uma educação exemplar, mas profundamente religiosa. A sua moral enquadra-se dentro do moralismo puritano inglês (…), deixou conselhos escritos e um breve tratado de teologia. De entre os inúmeros cargos que exerceu foi “protetor” da Universidade de Lisboa, isto é, o procurador da instituição junto do rei (…).
(…) Aquilo que sabemos (…) foi-nos deixado por Gomes Eanes de Zurara, na Crónica da Guiné, onde o Infante é exaltado de forma quase sobrenatural (“príncipe pouco menos que divinal”). O cronista traça o seu retrato psicológico dando grande ênfase às suas qualidades virtuosas e pias, como a castidade e o facto de não beber vinho. Segundo o seu relato, D. Henrique não era avarento, era um trabalhador aplicado, que para dedicar o tempo necessário aos seus projetos suprimia as horas de repouso noturno. O seu feitio obstinado revela-se na teimosia em manter Ceuta, ainda que o preço a pagar tenha sido a liberdade do seu irmão, D. Fernando, depois cognominado popularmente de “Infante Santo”.»
A colocação da placa toponímica com o nome do Infante D. Henrique foi aprovada pela Câmara em 17 de Dezembro de 1987. No entanto, apesar da oficialização daquele topónimo (cuja data de atribuição se encontra em pesquisa), o referido largo sempre foi conhecido por: Largo da Torrinha, por ali existir até 1755 «(…) uma casa encimada com uma pequena torre com sineta (torrinha) onde se guardava a chamada “arca do concelho”, móvel que continha os mais importantes documentos concelhios, como os forais e os livros do tombo.» Tratava-se da “Casa da Arca” que «(…) terá sido a primeira sede do Município (…)» quando se determinou reunir a vereação fora do Castelo, na povoação da Ribeira.
saber mais...
Largo Infante D. Henrique (António Reis Marques in Sesimbra eventos. Sesimbra: CMS, 2004. N.º 29, p. 33-34)
Fonte:
http://www.infopedia.pt$infante-d-henrique, consultado em dezembro de 2014
Marques, António Reis, In: Sesimbra eventos. – Sesimbra : Câmara Municipal, (2004). – N. 29, p. 33-34
