Sesimbra recorda Conceição Morais

20 março 2013

Um ano após o seu falecimento, a Câmara Municipal, a Assembleia Municipal, a Junta de Freguesia de Santiago e o Movimento Democrático das Mulheres (MDM) recordaram Conceição Morais, uma referência do Poder Local Democrático e do concelho de Sesimbra, a sua terra.

A homenagem, que decorreu no Dia Internacional da Mulher, iniciou-se com a colocação de uma placa com o seu nome numa rua do Bairro de Argéis, em Sesimbra, onde viveu, e prosseguiu no Auditório Conde de Ferreira. O espaço tornou-se, no entanto, pequeno para acolher todos os que quiseram marcar presença.

Visivelmente emocionada, Ana Cruz, presidente da Junta de Freguesia de Santiago, deu início às intervenções recordando a amiga com quem aprendeu o verdadeiro sentido das palavras liberdade e democracia. «A Conceição mudou a minha vida, se hoje ocupo este cargo foi pelas suas mãos e seguindo os seus passos», disse.

«Sonhou com mil coisas, com mil sonhos de Abril e esteve sempre na linha da frente na luta pelos direitos universais e humanos e pela emancipação da mulher», lembrou Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal, acrescentando que «por isso este tributo só faria sentido no 8 de março, Dia Internacional da Mulher».

Para o presidente da Câmara Municipal, Augusto Pólvora, «esta foi uma homenagem singela a uma mulher também simples, uma verdadeira filha da terra, amada pelo povo sesimbrense e um orgulho genuíno entre os seus».

Presente no tributo, o MDM, organização da qual Conceição Morais foi dirigente durante quatro décadas, dedicou-lhe um poema, lido por Fernanda Sargedas, e apresentou um vídeo que reuniu alguns dos momentos mais marcantes da sua vida pública.

Regina Marques, do MDM, sublinhou que «quem a conheceu sabe que não iria gostar de estarmos aqui a falar sobre si, mas ela fez tantas homenagens a tantas outras mulheres que temos a certeza que este é o melhor dia para falar desta mulher do Poder Local Democrático, desta mulher de Abril».

No final, a família agradeceu aos presentes e salientou que falar da Maria – como era tratada pelos mais próximos – é recordar alguém «com uma alegria contagiante, amiga do seu amigo, fiel às suas ideias e ideais».

A cerimónia integrou ainda a inauguração de uma mostra evocativa da sua vida e obra, enquadrada pela exposição A Governação Local no Feminino, Retratos na Sua Diversidade, e terminou com a atuação do Grupo Coral de Sesimbra.