As armações foram importantes artes de pesca que subsistiram durante séculos e operaram em Sesimbra até à década de 1960.
Eram compostas por um complexo conjunto de redes e cabos, sustentado por um não menos complexo sistema de âncoras ou ferros. Tinham grande importância na economia local não só pelo volume de pescado mas também porque delas dependiam direta e indiretamente muitas famílias, sendo que a companha de cada Armação era composta por aproximadamente 50 homens.
O sistema ultimamente utilizado pelas armações de Sesimbra era designado como sistema “valenciano”. As armações “à valenciana” substituíram as anteriores “armações redondas” que, por sua vez, derivaram dos “acedares” que, segundo o historiador Fernando Pedrosa, terão sido inventados em Sesimbra, em finais do século XV, por adaptação das almadrabas atuneiras que aqui existiam, exploradas por armadores sicilianos.
Em 1885, o local de armação Greta já se encontrava concessionado a João Maria da Cruz, mas a partir de 1886 a concessão passou para a empresa Soares & Pólvora. No século XX, a concessão foi tomada pela família Ramada Curto.
Fonte:
Marques, António Reis. As Artes de Pesca de Sesimbra, 2.ª edição. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 2007.
