Rua da Armação Greta

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As armações foram importantes artes de pesca que subsistiram durante séculos e operaram em Sesimbra até à década de 1960.

Eram compostas por um complexo conjunto de redes e cabos, sustentado por um não menos complexo sistema de âncoras ou ferros. Tinham grande importância na economia local não só pelo volume de pescado mas também porque delas dependiam direta e indiretamente muitas famílias, sendo que a companha de cada Armação era composta por aproximadamente 50 homens.

O sistema ultimamente utilizado pelas armações de Sesimbra era designado como sistema “valenciano”. As armações “à valenciana” substituíram as anteriores “armações redondas” que, por sua vez, derivaram dos “acedares” que, segundo o historiador Fernando Pedrosa, terão sido inventados em Sesimbra, em finais do século XV, por adaptação das almadrabas atuneiras que aqui existiam, exploradas por armadores sicilianos.

Em 1885, o local de armação Greta já se encontrava concessionado a João Maria da Cruz, mas a partir de 1886 a concessão passou para a empresa Soares & Pólvora. No século XX, a concessão foi tomada pela família Ramada Curto.

2015 - Topo noroeste

Fonte:

Marques, António Reis. As Artes de Pesca de Sesimbra, 2.ª edição. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 2007.

Histórico do topónimo:
Rua da Armação Greta [?-hoje]
Deliberação:
14.03.1985
(em pesquisa)
Concelho:
Sesimbra
Freguesia:
Santiago
Extremos:
Início: Rua Mário João Sargedas
[38°26’38,585”N 9°5’45,799”W]
Fim: Rua Armação Forninho
[38°26’39,267”N 9°5’47,177”W]
Extensão:
40 m
Tipo de Pavimento:
Calçada
Transitável:
Não
Mapa:
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