As armações foram importantes artes de pesca que subsistiram durante séculos e operaram em Sesimbra até à década de 1960.
Eram compostas por um complexo conjunto de redes e cabos, sustentado por um não menos complexo sistema de âncoras ou ferros. Tinham grande importância na economia local não só pelo volume de pescado mas também porque delas dependiam direta e indiretamente muitas famílias, sendo que a companha de cada Armação era composta por aproximadamente 50 homens.
O sistema ultimamente utilizado pelas armações de Sesimbra era designado como sistema “valenciano”. As armações “à valenciana” substituíram as anteriores “armações redondas” que, por sua vez, derivaram dos “acedares” que, segundo o historiador Fernando Pedrosa, terão sido inventados em Sesimbra, em finais do século XV, por adaptação das almadrabas atuneiras que aqui existiam, exploradas por armadores sicilianos.
Em 1877, o local de armação do Forninho encontrava-se concessionado à família Roquette, e manteve-se nesta família durante décadas, estando ultimamente concessionada à empresa Roquette & C.ª
O arraial desta armação localizava-se junto à praia, no lado poente da Baía de Sesimbra, de um e de outro lado da atual rua professor Manuel Fernandes Marques – a qual, na realidade, cortou o terreno do arraial em duas partes.
Fonte:
Marques, António Reis. As Artes de Pesca de Sesimbra, 2.ª edição. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 2007.
