José Maria de Eça de Queirós
(1845-1900)
Escritor
José Maria de Eça de Queirós, filho de José Maria d’Almeida de Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira d’Eça, nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa do Varzim.
Por ter nascido de uma relação ilegítima, foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima, pelo que viveu até aos 4 anos, com a sua madrinha, em Vila do Conde.
Após o casamento de seus pais, foi viver para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos 10 anos, altura em que foi viver com os progenitores.
Licenciou-se em direito em 1866 na Universidade de Coimbra.
Após a licenciatura foi viver para Lisboa, onde exerceu advocacia e o jornalismo.
Foi diretor do periódico: O Distrito de Évora, e publicou folhetins na Gazeta de Portugal, editados posteriormente sob o título: Prosas Bárbaras.
Ao longo da sua vida, colaborou em diversas publicações periódicas e publicou ocasionalmente em jornais e revistas, entre os quais o Diário de Notícias, em Lisboa.
Com Antero de Quental e Batalha Reis, fez parte do grupo do Cenáculo.
Participou ativamente nas Conferências do Casino em 1870, e iniciou com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins: As Farpas.
Em 1870 ingressou na Administração Pública, e foi nomeado administrador do concelho de Leiria, época em que escreveu a sua primeira novela realista: O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875.
A carreira de diplomata levou-o a viver no estrangeiro, onde foi cônsul de Portugal em Havana (1873), e exerceu cargos em Newcastle e Bristol (entre 1874 e 1878), período em que escreveu: O Primo Basílio e começou a delinear Os Maias, O Mandarim e A Relíquia.
Aos 40 anos casou com D. Maria Emília de Castro, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria.
Foi cônsul em Paris (1888), época em que escreveu e publicou: Os Maias, Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires, que foi o seu último livro.
Fundou e dirigiu a Revista de Portugal.
Morreu a 16 de agosto de 1900, na sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris.
Mereceu funeral de Estado e foi sepultado no cemitério dos Prazeres em Lisboa. Os seus restos mortais foram posteriormente transladados, para o cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião.
Observador e crítico da sociedade portuguesa, o escritor e romancista português, Eça de Queirós, continua de tal forma atual, que a sua obra integra o programa curricular da disciplina de português.
Um dos mais notáveis e multifacetados escritores da literatura portuguesa, considerado um dos clássicos da literatura universal, tem a sua obra amplamente divulgada, com mais de 30 livros publicados e traduzidos em cerca de 20 línguas.
saber mais...
- Rua Eça de Queirós (António Reis Marques in Sesimbra eventos. Sesimbra: CMS, 2005. N.º 39, p. 33-34)
- Eça de Queirós, Biblioteca Nacional.
Fonte:
Eça de Queiroz, Fundação Eça de Queiroz, http://www.feq.pt/eca-de-queiroz.html, consultado em 9 de outubro de 2015;
Eça de Queirós, um escritor universal, Ensina RTP, http://ensina.rtp.pt/artigo/eca-de-queiros/, consultado em 12 de outubro de 2015;
Eça de Queirós – Biografia, Apontamentos da Leitura Portuguesa, http://jbo.no.sapo.pt/eca/eca_de_queiros_bio_main.htm, consultado em 12 de outubro de 2015.

