António Feliciano de Castilho
(1800-1875)
Escritor
Nasceu em Lisboa no ano de 1800.
Destacou-se na área das letras, como um assumido romancista, e foi mentor na forma de ensino segundo o “Método Castilho”, que se baseava na utilização de uma cartilha.
Foi uma criança com dificuldades de saúde, tendo ficado cego aos 6 anos de idade, o que o obrigou a estudar ouvindo a leitura de textos. Ainda assim, esta condição não o impediria de alcançar o conhecimento que o caraterizava.
Depois da sua passagem pela Universidade de Coimbra, foi até terras de Castanheira do Vouga, local onde acabaria por ficar até 1834, procurando refugiar-se da instabilidade política que se vivia à época, e aproveitando a oportunidade para se dedicar com especial relevância ao estudo dos clássicos.
Em 1840 viajou para a Madeira, casou pela segunda vez e teve sete filhos.
Preocupado com o aterrador analfabetismo da população portuguesa, por volta de 1845 começou a luta em que empenhou uma grande parte da sua vida. Pretendia fazer adoptar um seu método de leitura repentina, que denominou de Methodo Portuguez (depois conhecido como o Methodo Portuguez de Castilho) de aprendizagem da leitura, contra o qual se levantaram grandes polémicas.
Faleceu em Lisboa, em 1875.
Esta rua situa-se numa zona conhecida tradicionalmente pelo nome de S. Sebastião, dada a proximidade com a capela da invocação daquele Santo. O primeiro nome que se conhece para esta rua foi o de Alfredo Costa, um dos assassinos de el-Rei D. Carlos, nome atribuído após a implantação da República, em 1910. Em 7 de janeiro de 1914, uma vereação republicana mais moderada substituiu o nome pelo do poeta António Feliciano de Castilho.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Feliciano_de_Castilho, consultado em fevereiro de 2015.
