Rua Rainha D. Leonor

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D. Leonor
(1458-1525)
Rainha de Portugal

D. Leonor, nasceu a 2 de Maio de 1458 e faleceu em 17 de Novembro de 1525. Princesa da Casa de Aviz, filha do infante D. Fernando (irmão de D. Afonso V), duque de Viseu e de D. Beatriz de Portugal, casou, com o seu primo, o futuro rei D. João II de Portugal, “O Príncipe Perfeito”, tornando-se assim Rainha de Portugal.

Desse casamento nasceu em 1475 o príncipe D. Afonso, que morreu de acidente, numa queda de cavalo, em 1491.

D. Leonor, a princesa mais rica da Europa, assistiu ao auge da expansão portuguesa, na época em que Lisboa se destacava por ser a capital europeia do comércio ultramarino.

Em 1476, D. João II ausentou-se para Castela, em defesa de seu pai, e D. Leonor ficou como regente do reino.

Com a morte de seu filho legítimo (D. Afonso), D. João II pretendia que o sucessor ao trono fosse o seu filho ilegítimo (D. Jorge). No entanto, D. Leonor defendeu os interesses de seu irmão, D. Manuel, em oposição à vontade de D. João II.

D. Leonor, a “Princesa Perfeitíssima” e “Rainha dos sofredores”, por se dedicar à caridade, e ao apoio aos mais pobres, voltou a ser regente do reino em 1498, já durante o reinado de D. Manuel, seu irmão.

D. Leonor, apoiou D. Manuel na fundação do Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, e dedicou-se à criação das misericórdias, obra social que cresceu rapidamente e se espalhou por todo o reino. Deve-se-lhe também a construção do Hospital das Caldas, que recebeu o nome de Caldas da Rainha (em sua homenagem) e o título de vila (1511). D. Leonor fundou ainda, os conventos da Madre de Deus e da Anunciada, bem como a igreja de Nossa Senhora da Merceana.

A par de se dedicar à caridade, preocupou-se com as artes e letras em Portugal empenhando-se na tradução da Vita Christi, de L. Cartusiano, e prestando particular atenção ao teatro emergente de Gil Vicente.

D. Leonor evidenciou a cultura, e proporcionou apoio a pintores, escultores, arquitetos e músicos.

Faleceu no seu Paço de Xabregas, nos arredores de Lisboa, tendo sido sepultada no convento da Madre de Deus, em campa rasa, ao lado da sua irmã, a Duquesa de Bragança.

2014 - Topo oeste

Fonte:

D. Leonor (1458-1525), http://www.infopedia.pt/$d.-leonor-(1458-1525) consultado em 19/06/2015

Rainhas de Portugal – Dinastia de Aviz, http://historia-portugal.blogspot.pt/2013/10/rainhas-de-portugal-dinastia-de-aviz.html consultada em 19/06/2015

Fotografia de topo: Rainha D. Leonor, quadro a óleo de José Malhoa, 1926. Museu José Malhoa, Caldas da Rainha.

Histórico do topónimo:
Rua Rainha D. Leonor [1937-hoje]
Rua Gonçalves Zarco [?-1937]
Rua Azevedo Gomes [?-?]
Deliberação:
14.03.1985
29.04.1937
(em pesquisa)
Concelho:
Sesimbra
Freguesia:
Santiago
Localidade:
Sesimbra
Numeração de polícia:
1 - 23
Extremos:
Início: Largo 5 de Outubro
Rua Dr. Aníbal Esmeriz
[38°26’38,404”N 9°6’4,469”W]
Fim: Rua Cândido dos Reis
[38°26’38,282”N 9°6’7,009”W]
Extensão:
62m
Tipo de Pavimento:
Betuminoso
Transitável:
Sim
Mapa:
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